✭Epifania.
Jamais poderia esperar. Entender muito menos. Mas se fazia por vezes ser tão generoso que tinha vontade de repetir. Aos poucos e depois de muitas, a percepção tomava forma e colocava minha atenção focada naquelas cores como uma hipnose, tornando-se fantástica após o medo inerente pelo desconhecido, via que o que resplandecia era a vibração continua, rebatida, ia e vinha de mim para ele e não cessava até que uma das partes encerrasse… Mesmo por que, o que botava fim sempre, até então, era o descontrole, geralmente o meu; não que eu quisesse, mas simplesmente não era possível segurar por tanto tempo a concentração, a força exigida me escapava ao entendimento…
Sessão após sessão, cresci. Tive numa abordagem aleatória a ideia real da ideia, embora no momento, o que se mostrava tinha dimensões do impossível, não por menos, o toque que partia do meu desejo era provável apenas em uma hipótese estapafúrdia Queria não dar importância ao que competia a minha visão indissolúvel, ao passo que, a despeito desta realidade, poderia tornar a mim, irreal, e essa foi a maior dúvida.
Fisgado, não havia opção de desvio, debater-se seria numerosamente cansativo, e render-se seria necessário, embora ainda incompreensível.
Fiz! Um absolutismo estremeceu qualquer elemento contrário a emoção. Não havia mais espaço que não fosse ocupado por nós, a grandeza era tamanha, assim como a consciência de tal realização se opunha ao identificado como físico. Neste momento havia apenas a grande linha do tempo, onipresença sem passado, presente, ou futuro. Identificado por mim como uma sensação que conduzia ao êxito de existir sem frente ou verso, sem face, sem o toque dos pés sobre o chão, mas sobre tudo, sem todas estas necessidades, pois agora, o tempo já não se fazia mais como o mesmo…»
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