Dor

Ana

 

A princípio, Ana, que se fazia de rogada, dessa vez não pensou duas vezes antes de dar a mais alta gargalhada. Ela ria da vida que lhe sujeitava a tantas e tantas desavenças, frustrações, desacordos e mazelas. – Desde sempre, a única edificação que conhecia estava em ruinas e pouco a pouco ia se desmanchando. Desprezava o contexto e não entendia qualquer que fosse o instrumento que poderia tanger sua felicidade, ou guiar-se sobre trilhos que lhe conduzisse positivo e pragmaticamente ao seu destino. Achava que não, mas fazia as escolhas erradas e por isso nunca inclinou-se para o lado correto. Sem percepção, muitas vezes era como uma ovelha guiada junta à milhares de outras por um cão bonito e maldoso lhe ameaçando morder caso não seguisse para onde ele queria que ela fosse, até então, e por que não, chegar mais tarde a estar servida sobre a mesa. ‘Répteis a aguardavam’. Sem consciência, afligia-se pelo medo oculto que se fazia latente e vibrava em quanto achava que conduzia algo, embora obviamente era completamente conduzida. Não havia eixo, vivia sem eira nem beira, um colapso relativamente controlado, mas sem menos, a desolava continuas vezes. Fez o que podia, mas o fosso era alto, não adiantava salto algum, a luz distante lhe adiantava sentimentos oportunos a não dissolução do que poderia ser feito e se conformava, assim como pede o impeditivo obscuro da ignorância pura. Amargo gosto haveria de sentir por um longo período. Era o dissabor da própria existência que não hesitava em tirar largas tiras de sua pele por qual quer que fosse o motivo. Mas, não mais. Viu que tinha prazer em ser conivente. No entanto, agora ria…

 


Culpa de quem?

Mas a Culpa, a culpa é de Quem…?
Não argumento mais. ‘Deixe que se faça por completo as facetas dissonantes ao que merece…’ Toda irrelevância cognitiva constipa.

Se sobre, ponho, é para entender, contemplar, sentir.
Há de se desmembrar daquilo, lá, de onde mora o terrorismo ocidental, há milênios

Tédio, alguém? percebe… Tudo igual desde sempre.
Contudo, idiliosa Invasão de oblíquos abstidos por quadrados traumáticos… Luzes de luzes e máculas. !! muitas…
Preenchida a decisão, culmina com cruzes extras, sangrentas de mentira, mercantilistas à exposição. Ferozes.

Por Atos/Declaração de Deuses, mas é vibração de homem… Por quê? Retos Retas Rijas, bem rijas. Confirma que há de todas em todas as felações a universalidade do bruto, essencialmente. Delicioso. – Quem precisa compreender?

>>>



Amebas não Choram.

…, toda vez que me faço empático, solicito, ou interprete, estou provando de tentativas, devo isso a razão e a harmonia no intuito de suas perpetuações (…)

O que posso, é feito, algumas vezes mais do que deveria, mas é impossível… Sem tempo, percebi bem morosamente que não adianta, o Banho-Maria está morno demais, temperatura que pouco se mata. Não há fim.

Em meio às aprovações, proliferações mentais ostensivas, todo dia é um dia superado. Me alargo à percepção e, dissidente aos deseducados fatos, piso em ovos, quebro todos !! Pior, identifico o extenso monólogo idiossincrático incitado intelectualmente pela ignorância abundante e insistente em defasar qualquer ideia com fim pragmático relativo ao que seria necessário…

Provo de mim um gosto amargo: Sou assumidamente um tolo, espero a ordem de fatos que não solidificam, não planificam onde devem, seria preciso senso comum, o que não existe!

Amebas não tem moral/Começo/Meio ou Fim – O que existe é articulação dos sentidos unilateral porque elas não se comunicam, tem em si a rudimentar intenção de fins únicos a seu impenetrável Eu – Dor é reação, detalhe corriqueiro – Empatia não existe.

Seria indispensável estudos profundos para adestrar estas espécimes herméticas onde nada importa, afinal, pode ter sujeira, fedor, pragas, tanto faz, não há incômodos. Imagino que são atribuições de parte da consciência natural dos seres da escuridão que vivem o paradoxo de enxergarem somente além de sua extensão, portanto, vivem de vertigem, em realidade distante, postergam caladas,  algumas vezes com tons asquerosos… Sempre contundente ao mesmo prologo: todas as vezes que se transmutam, deliberam sua sanidade, envolvem riscos, chamam a atenção para o entusiasmo de sua forasteira trajetória: some depois de certo tempo, sempre fatídico!! Os caminhos percorridos com a finalidade de atingir alguma relevância em qualquer aspecto de sua existência, fogem de si, e a consequência maior é mais desgastante: voltam ao mesmo Status, porque amebas são amebas.

Penso que o dever da importância a estes equivocados/estáticos sistemas, coisinhas rudimentares e esquisitas, deva ser conforme o tamanho de 30 a 500 mícrones, pois pelo menos tenho certeza que meus olhos não alcançam, não veem ou o percebem deixando de me afetar, assim como não poderia deixar de ser praxe !!



Obrigado

Como uma doença crônica, torno a pensar, e quem dera se permeassem em mim, os bons… não, não são…
Por parábolas, o que incita a retorica continental da minha mente, ilustra a difusão dolorida da não compreensão deles, que me detém de maneira covarde aos mil braços, fico algemado no desconhecido.

Constato:
Estou perdido no autismo, é irrefutável, ando em círculos no tempo que me cerca, há Hospedeiros/Retirantes de um estado conservado inexistente para a realidade, os mitos e a ética são reais, traços utópicos com identidade que traduz algo sem vasão. Há Desespero; Vontades; Inveja; Dor/Sonhos.
A partida retilínea, é torta e confunde os tocos que restaram das pernas. Difícil ir parado, mas há entrantes. O pórtico anuncia pelo tom quente crepuscular que o que prevalece são as vontades estabelecidas pela “pélvis” e pela “selvageria”, sem mais. Foi notável, percebi grosseiramente que o tempo é da Terra, e nela, eu mal ando. Itinerante por construção, sempre foi austera, irredutível, faz de mim sua vontade: come minha carne sem dó, mastiga, me cospe. Fatalmente induz e ostenta o ouro que reluz eminente, e como se não fosse, o caminho é pela escuridão. Chove, faz lama !! Roubalheira voraz !! Rouba o mesmo que oferece… Grande paradoxo, faz-se provar que te tem a vida.

Vibro por que não entendo, o que quer dizer que, é preciso caminhar.
O percurso é variável, a dúvida se divide ao cruel, mas eu, não tenho nada a perder…
Me incito a rasgar o peito por um intuito, que ao compasso do desafio, deslizo pelo CORpu-lento sangue locomotivo.
Parafraseando, a mesma paixão se aplica ao paradoxo do tudo e nada, ou do Deus e o diabo unidos pelo mesmo final. A Terra: 12 horas dia, 12 horas noite.
A morte dos bons.
Minha mente, in-sã/na liberdade de seguir, mesmo com curvas e muros, voltas gigantescas, ou retas lucianas, o destino é irredutível ao que compete os interesses do dono, não há volta.

Não há voltas.

É melhor seguir...

 

 



Perdido…

Queria tantos saberes, eles poderiam amenizar a dor da ignorância, mas parece que a origem ou caracterização do entendimento não pode deixar de ser empírico, ou então, qual sentido teria a macula, a marca, ou a solidez de uma postura? Talvez, ter uma linha que apontasse uma verdade relativa seria interessante, no entanto, se embasar em que? É recusável 99% da eclesiástica legião e afins. Bem, a tal linha , mesmo que paliativa, considerando o que é questionável pelo mundo cético, a eternidade, poderia me conduzir com sentimentos de longevidade e me deixar tranqüilo, pensando livremente, tempo, eu terei muito para aprender… Pena que o que fere, nada mais é que o pontiagudo instante, minutos de tensão que vem aos golpes de pequeninas lanças afiadas.


O inicio da Continuidade.

A pele está tão sensível, que,

é insuportável.


Qual o valor dos meus sentimentos?

“As minhas minorias querem sobrepor-se em meio as maiorias deflagradas por algumas experiências  que morrem a cada segundo exercido…”

“Não é mais possível continuar liderado pela massa; a maioria devastadora que invade todos os dias meus pensamentos não podem mais ter seus ordinários deleites sobre minha mente”.

__Quero dizer: chega! É repugnante ver como deliberados: sentimento/situação/comportamento, repetem-se como máquina de decalque em meu dia a dia afligindo minhas vontades somente porque aqueles se perfizeram de conceitos que hipocritamente foi imposto diante a um propósito dogmático, sem fim intelectualmente promocional/evolutivo e, sobre tudo, irreal.
A eclesiástica maioria entupida de dor, culpa, e medo, não podem prosseguir nos julgamentos alheios; digo, ” meus pensamentos não concordam mais  em me julgar por ideais que deveriam ter sido findados há tempos”.
Fico receoso pelo complexo de “todos”; todos aqueles que são a maioria, ou que pensam diferir-se da minoria, a qual, certamente trata-se com responsabilidade mental, e lucidez. Penso que existe o gosto comum, [a massa], por existir a falta de si ou concluir que existe a si em todos os lugares e em todas as pessoas.

Será essa afinidade  algo que não  emerge mais do ideal etérico,  dos verdadeiros princípios que algumas pessoas pensam não existir?

Debruço-me atentamente sobre essas questões amorfas com direção para o que é de fato artificial,  cesso meu olhar ao acaso da natureza com deficiência real de valor, digo, a razão distorcida da ânima individual dos seres.

Lastimo estar em um planeta selvagem “pela própria natureza”, onde há a necessidade de sermos [perceptivelmente] antropófagos por praxe social. De qualquer maneira, todos os dias, releio-me constantemente para saber se o “meu” ponto final foi empregado como e quando eu quis, ou pelo menos no lugar mais adequado, embora nem sempre eu tenha compreendido o que quis pontuar, por isso, dizer, escrever, ou questionar pode ser apenas um blefe complementar a esta e a outras existências.



Felicidade?

Minha felicidade é torta.
Vem com um furacão e desvia na ultima hora.
Tenho sensações que compõem meu mais interino estado de não discernir.
Sempre fazem jus a menções que ainda não descobri.
Será a tortura da felicidade que tem seu curso naturalmente insólito?
Será provável que momentos de clareza são forças obscurantistas tentando se apropriar da verdade corriqueira?
Quantas vezes o espaço composto entre energias poderão fundir em fisicitudes? Porque eu quis dizer essa palavra?
Ainda vou ter que perguntar quem eu sou?
Quantas vezes eu vou ficar sem a resposta?
Será todas as vezes que eu não ouvir?
Terei que ouvir todas as vezes que a felicidade me acometer.
Acometido pela felicidade? Parece estranho.
Parece.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 716 other followers