Como os fantasmas.
…Queria dormir, não posso, receia-me o modo de interação, e na postura obscura dos que passeiam sem fazer-se perceber – Fortuitamente, ao nu dos olhos, o que fica vestido em transparência, demonstra aos ouvidos que, em momento algum faz-se emudecer, irrompe sons ruidosos e dissonantes soando sem chances ao fluxo correto das palavras.
Confuso, gera vertigens, essa massa feita de sombra e frio compilados num sopro de tensão, envolvem, e o convite, é sem resposta de aceite. A mim, sobrou sentidos vazios, onde ao Peito cheio de escuridão, fez-se apertar tanto que, ficou a ponto de fazer nó.
Ansiedade, conjunto mórbido.
Cuspiu a realidade enfrentando as barreiras físicas como se não houvesse sanidade. De tudo, foi-se estipulado um certo manuseio sem escrúpulos da mente, e, sem tardar, ela fugiu de si para estar segura da invasão.
Não bastou…
…
✭Epifania.
Jamais poderia esperar. Entender muito menos. Mas se fazia por vezes ser tão generoso que tinha vontade de repetir. Aos poucos e depois de muitas, a percepção tomava forma e colocava minha atenção focada naquelas cores como uma hipnose, tornando-se fantástica após o medo inerente pelo desconhecido, via que o que resplandecia era a vibração continua, rebatida, ia e vinha de mim para ele e não cessava até que uma das partes encerrasse… Mesmo por que, o que botava fim sempre, até então, era o descontrole, geralmente o meu; não que eu quisesse, mas simplesmente não era possível segurar por tanto tempo a concentração, a força exigida me escapava ao entendimento…
Sessão após sessão, cresci. Tive numa abordagem aleatória a ideia real da ideia, embora no momento, o que se mostrava tinha dimensões do impossível, não por menos, o toque que partia do meu desejo era provável apenas em uma hipótese estapafúrdia Queria não dar importância ao que competia a minha visão indissolúvel, ao passo que, a despeito desta realidade, poderia tornar a mim, irreal, e essa foi a maior dúvida.
Fisgado, não havia opção de desvio, debater-se seria numerosamente cansativo, e render-se seria necessário, embora ainda incompreensível.
Fiz! Um absolutismo estremeceu qualquer elemento contrário a emoção. Não havia mais espaço que não fosse ocupado por nós, a grandeza era tamanha, assim como a consciência de tal realização se opunha ao identificado como físico. Neste momento havia apenas a grande linha do tempo, onipresença sem passado, presente, ou futuro. Identificado por mim como uma sensação que conduzia ao êxito de existir sem frente ou verso, sem face, sem o toque dos pés sobre o chão, mas sobre tudo, sem todas estas necessidades, pois agora, o tempo já não se fazia mais como o mesmo…»
…
Perdida…
Ao simples olhar. Olhei, olhei, olhei, olhei tanto que, à breve percepção, passou-se tempo, muito tempo que de tempos em tempos tinha, mas não sabia o que era. Aos olhos que apenas viam, a distância não se definia, não havia período nem limites ponto inicial ou fim, um único planisfério se organizava sem linhas, apenas a própria existência existia de fato, e os meus ouvidos estavam em paz, o silêncio não partia, era absoluto. As cores que vibravam se perfaziam dessa força apenas em cada núcleo individual [de qualquer coisa] ao passo que quase todos os elementos transpareciam suas bordas flácidas e podia-se somente ter certeza do que mais se aproximava ao sólido, quero dizer: apenas ao que permeava o seu centro. As texturas confundiam o tato, este que pela própria natureza não permitia até então ultrapassar qualquer corpo limitado por uma superfície, foi uma surpresa; mais uma notação, embora ainda não sabia do que se tratava, a consciência era fluidifica como gases que se dissipam na atmosfera devido a ação dos ventos, a ausência de massa física era além de tudo, sublime. Curiosamente difícil era compreender que não existia nenhuma sensação negativa, nenhuma tormenta, a não ser pela corrente excessiva que seguia para o desconhecido assim como ser engolido na velocidade que dragam os buracos negros seus alimentos, no caso, qualquer astro próximo que logo iria se desfazer em poeira e energia, mas a retorica estabelecia que não havia fim, então naturalmente se seguia.
Fui, foi como nunca ter deixado de ir, estava tão entrelaçado aos movimentos, não soava comum parar; não me controlava, não há controle para ausência, ela não existe, era inerente ao conjunto de fatores compreendido apenas no que diz respeito ao aleatório. Não fazia nada porque não precisava. Ao período de tempo indefinido, parecia tudo um segundo, quando na verdade esta mensura seria impossível, não tinha jeito, e foi por insistência que finalmente eclodiu a primeira sensação, foi aí que, por um lapso, o que não se estabelecia, viu-se transformar em sombra, tal qual delimitava certa inclinação fácil de perceber a direção da luz distante vinda abaixo do horizonte, foi como um susto, e um despertar onde o fluxo insurgente estagnou, parou em um ambiente diferente, tornei a sombra, era um ponto de rocha acinzentada num espaço vazio, sem vibração e sem cor, um grandioso tabuleiro, mas de um jogo sem jogadores, somente a luz, a sombra e a rocha. Bastou a situação para a segunda sensação, o raciocínio era iminente, então fui atingido por uma rajada violente de medo, o sentimento se concretiza, fiquei confuso porque não sabia onde estava e nem porque estava lá, muito menos o que causou a circunstância, o medo ficou ainda maior e desencadeou o desespero, a esta altura o momento era de vácuo, parecia preso e exprimido, o peito constipado, queria me libertar, o desconhecido junto a todos os sentimentos feria de forma assustadora. Tornei me em algo como uma grande bola gasosa contida exclusivamente de mazelas, e sem pausa, o tamanho a fez explodir. O estrago da consciência amplificada neste momento causou o ainda mais inóspito: a compreensão literal do que tinha ocorrido, embora exuberante em quanto naturalmente inconsciente, o fato é que havia perdido algo, e não encontrava, eu tinha perdido minha mente e não sabia…
Os “perfeitos”, os pares e as retas…
«Foi em auto subversão [espontânea] que questionei minha imperfeição, os oblíquos e os meus ímpares cansados, declarei consciente vontade de conhecer melhor os “perfeitos”, os pares e as retas abundantes em meio ao que serve como conduta social muitas vezes deliberada no propósito Comum. Excursionado ao tal prospecto, não me fiz de rogado, experimentei, delineei alguns passos, iniciei-me a prestigia-los e me tive por compreende-los, pois são descomplicados, no entanto, imprimi-me em partes e delas algumas invisíveis, também não quis exagerar. Penetrado à esfera Conceitual/Sazonal, deles, induzi a minha própria receita ejetando respeito com o desvio necessário àfetação que em mim poderia ser causada; percebi a importância em discorrer incólume sobre todas as suas maneiras fáceis… Não que o difícil seja mais atraente, mas ainda não conheço o outro preço – ‘pagar por gaiato não parece prudente’.
Observei muito bem, todos os trechos de todos os momentos, poderia ser pictórico se não fosse cinematográfico, claro que, com cunho hollywoodiano. Tendo em vista o poder pelo volume, fica compreensível o aprendizado tido, são sabidos do que querem, e aprendem como querer. Há de se ter posicionamento rápido e dependentemente exemplar pois invariavelmente assumem o prólogo indutivo característico muito cedo. Haja vista que tal “coisa” já era ensinada desde que o ocidente foi tomado pelo batismo em “águas sagradas” – Uma bela convenção que assina a obsoleta cartilha familiar ilustrada carinhosamente a mão pelos credores/clérigos/sociais. Ilustrações por muito tempo entusiasmantes aos complacentes e aos desconectados.
____
Achei pueril a visualização do saltitante belo cãozinho, era conduzido por perfeitos que na mão jurada pela eclesia, estava a exuberante aliança dourada com seus nomes cravados, mas [os nomes] ficavam na parte inferior apenas, em quanto os sorrisos esbranquiçados e pausadamente largos se abriam como um brinde em dias de Sol, contudo, o gênero era de vestimentas com tecidos claros e leves. Permeava por reverberação o sentimento fugaz a falta de humor, ou o excesso dele, os olhares diziam de maneira fulminante o maravilhoso estado de ser… Vida bela. Consumo: Vejam as Luzes acesas, muitas luzes por todos os lados. Água, muita água. Lá fora espalhavam-se brilhantes sobre capôs metálicos, pois à sombra, os dois carros… Que vibrante, despachava particulas como solares, irradiante ao contraste do verde das folhas novas nas novas árvores ao lado de contornos meramente emergentes de renomada arquitetura neo, neo, neo, neo, neo, neo, neo, neo clássica! Fachadas preeminentes, porticos altos como suas vontades pela grandeza, vasta gama de amarelos, ah! os amarelados e crus!
Toda via, são suplentes da potência, faz parte inflar o torax e receber mais ar para justificar a posição detentoda da vida, dos bons costumes – Partilhar indole de soldados dogmáticos, prestadores da ordem, fazedores do bem. Há mesmo tantas opções para que possam operar: frutificar em alegria, interagir certeiramente com as oportunidades, os retornos abonados. Uma gloriosa indução dragada a necessidade contundente capitalista; soa sempre muito bem todas as ações, principalmente com os de rostos de bochechas arcadas, semblantes capciosos e pele “atalcada” – Há supra felicidade por possuir, felicidade por decidir, e decidir a quem seja, felicidade inclusive em te conduzir – Muitos comprometimentos conosco, muito controle, muito controle. Não é assim que pensei que fosse, parecia fácil, mas este é um estado mental cíclico e irrefutável a eles que eu posso dizer que, essencialmente, eu não gosto.
Ainda preciso ouvir Cocteau Twins! »
…